PALAVRAS DO SEGUNDO ARQUIVO (5)

Por dois períodos
se farão turvas
as suas duas frestas laterais
e é dentro desse intervalo opaco,
que, vão agir as forças do mal.
Esses momentos serão efêmeros!
Para uns, pode serem angustiantes,
para outros, podem ser de embaraços;
mas, para alguns outros,
poderão ser de contentamentos macabros,
especialmente,
pelas suas intenções de morbidade.

São nesses interins absoltos que
o ser humano deve procurar ser forte,
e mais afinco, ter a própria luz;
Se na verdade,
não quiser se acorrentar às trevas.
- Tanto nesses,
como noutros momentos difíceis,
estarei junto àqueles que
os indesejarem,
e os ensinarei como se alumiarem.

Se a sua mente,
pensar em velar a sua carne,
contra o inimigo,
acredite em sí mesmo; 
e acenda luzes em redor de sí,
para que a sua aparência
não se confunda com as visagens noturnas.
Se de imediato, imaginar alguma prece,
não fale,
cale a sua voz e apenas pense...
Pois, assim como a sua mente,
reascendeu a candeia
para alumiar o seu interior,
fazendo-lhe
proteger-se também externamente,
pode usar a sua "TELEPATIA-expiral"
que, nem só o ouvirei,
como também me empenharei
à sua proteção necessária.

Se em todo caso
algo indesejdo lhe ocorrer antes,
durante ou depois,
examine a sua consciência e veja,
onde ou quem cometeu cuja falha;
Depois volte à mim, que
o aguardarei no mesmo lugar.

Nunca se deve esquecer a imagem
daquilo que nos possa assustar;
Porque assim como o dia
merece a indumentária da noite,
a noite também pode merecer
a indumentária do dia.
Pois aquele ou aquela que
oculta o seu corpo
com respeito e autoridade!
Na verdade,
estará exibindo o seu espírito
à dignidade...

Mas,
também aquele que despe a sua carne,
desmaliciosamente a sí mesmo,
jamais será incluido
no rol dos despudorados
... no máximo,
será um daqueles que o quiserem
que ele o seja.

A culpa é uma prova que
acima de tudo indica a origem do erro,
assim como o erro,
é o indício daquele que a tiver.
Raras serão as vezes, que
um erro possa se conservar
à reserva de uma única razão;
E isto só acontece,
quando a fraude
é acometida aos desencarnados.

Dizer, repetir,
nunca mais que tres vezes:
- Jamais procure ter
qualquer espécie de rival,
principalmente, desse tipo...
Muito embora ninguém jamais possa,
não possuir um rival,
seja em qualquer parte,
tempo,
ou quem for;
Mais nem por isso,
se é preciso iniciar a discórdia,
ou simplesmente odiar o opositor.

Todas as construções
de grande ou pequeno porte,
necessitam de observações;
por magníficas
e minuciosas que elas sejam.
Pois, o construtor
é como o pai que protege o filho!
Muitas vezes não ver as sobras,
as falhas ou as faltas...
Mínimos detalhes
que poderiam aperfeiçoar a obra,
ou quem sabe!
De repente desvalorizá-lo.

Portanto, nenhum construtor!
Deve ignorar a crítica,
mesmo que a considere como destrutiva;
ser paciente e cauteloso,
é o seu primeiro dever.
Depois, ser atento e sigiloso
e em seguida
usar a sua segunda obrigação:
Analisar se possível,
mais do que duas vezes a obra,
e ver qual das vezes
lhe possa dar a razão merecida.

Muito raramente - haverá momentos,
e pontos em que os inimigos,
nos serão caros e generosos,
até mesmo um pouco mais, que
alguns amigos.
Pois o mal é imprevisível,
tanto quanto a sua mesma fonte.

A inconsciência e a consciência,
são gêmeas;
e ao mesmo tempo,
podem pertencer a um mesmo dono...
Por isso mesmo é que o bem,
nem sempre é praticado,
só e únicamente pelo próprio bem;
Assim como também do mal,
nem sempre se deve esperar,
apenas o mal.

O filho que se refletir no pai,
é preciso também ter uma certa sabedoria,
principalmente sobre o domínio
da sua própria personalidade;
Porque quem se moldura pelas aparências,
estará sujeito
ser aquilo que não queria ser.
Mas, quando a sua fonte é sã,
cuja escolha é sempre boa
e jamais ninguém,
poderá sonegar a sua razão.

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